10 de mai de 2009

“Vence na vida quem diz sim...”

(Vence na vida quem diz sim, Chico Buarque e Ruy Guerra)

Para Roseane


Apesar de raro, nem sempre se leva uma vida inteira para se aprender sobre algumas coisas. Coisas, aliás, que são imprescindíveis para nos tornarmos humanos melhores, não apenas para as outras pessoas, mas principalmente para nós. Acredito que Deus tenha nos dado certos dons, ou habilidades como alguns preferem dizer. Mas a tarefa de aperfeiçoá-los dependem exclusivamente de nossa vontade e o mais difícil: no que ou quem queremos nos tornar e ser durante os anos que teremos pela frente.

Com a minha idade, não aprendi na escola, nas duas faculdades e nem na pós-graduação a me tornar uma pessoa comprometida. Aprendi a fazer cálculos, análises, marketing, planilhas, aprendi economia, o PIB, a lidar com ações do mercado, just in time, just in case, just, just...e sair de lá uma administradora. Na minha vida de escritora aprendi a sentir, aprendi a ver melhor, a dar mais importância aos detalhes, e também a cuidar melhor do meu mundo por dentro. Mas nada sobre a palavra comprometimento.

No meu novo trabalho, eu não esperava mais do que cálculos, atenção e disposição. Mas me enganei, e logo no começo. A primeira coisa que me frisaram foi justamente a palavra quase que desconhecida no meu vocabulário: comprometimento. Não me pediram se eu sabia fazer isso ou aquilo, não me pediram sobre o que aprendi na graduação, nos cursos, nos almoços de domingo com a minha família. Só me pediram tudo de uma vez só: comprometimento. Não me pediram para fazer certo, para fazer novo, para cumprir meus horários. De novo só me pediram o essencial: comprometimento.

Essa palavra mágica e que se sobrepõe sobre todos os meus conceitos em ser uma excelente profissional, e que se agrega a administradora competente em que quero me tornar. A palavra que importei para a minha vida pessoal, familiar. A palavra que se reflete também em meus escritos e meus compromissos com a cultura e literatura. A palavra que agora coloco como alicerce na construção do meu caráter e das minhas atitudes.

Vem antes do salário, do cargo, das funções, da pontualidade, do currículo, das habilidades. Na minha empresa, o comprometimento é o contrato, é a carteira assinada e todos os benefícios.


Cáh Morandi

3 comentários:

Eloisa Faccio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Puxa, e eu que achava que vc fosse apenas uma ótima escritora.....
´

bjo

Ed

Gersonn disse...

Um dia eu ainda faço uma música para
essa poetisa que transpira sedução,
vive a vida de todas as mulheres,
sentindo cada sopro de vento na
beira da praia em seus cabelos e
em seu corpo como uma carícia!

Falei!

Gersonn Jacques